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Postado por em 15 out 2015 em Destaque, Fishing Stories | 3 comentários

Haruo Watanabe – ” Onde tudo começou “

Haruo Watanabe – ” Onde tudo começou “

Olá parceiros da pesca!

Dando seguimento a comemoração do dia das crianças, vou contar um pouco da minha introdução ao mundo da pesca, pois como todos nós um dia já fomos crianças, um dia também fomos jovens pescadores.

Relembrar é viver, e eu agradeço por ter sido mais um na família a ser introduzindo ao mundo da pesca, devo tudo ao meu pai e meu avô. Minha introdução acho que como a maioria dos pescadores começou nas represas da vida atrás de tilápias, lambaris, caras cabeçudos, bagres, lobós, curimbatas, tabaranas, corvinas e afins… onde a única tralha utilizada era uma vara de bambu , linha de nylon, chumbinho, bóia e anzol. Iscas como capotinha, bichinho de laranja, capim, milho, minhoca, larvas de vespa, içá, tripa de galinha e assim por diante facilmente encontradas onde até hoje são utilizadas e ainda fazem muito sucesso.

Mas onde eu me apaixonei mesmo pelo mundo da pesca foi quando fui apresentado ao mar. Venho de uma família de pescadores de costão onde junto com a minha família, aos 5 anos já frequentava as pedras de nosso litoral, claro muitas das vezes amarrado na cintura por uma corda junto a minha mãe para ter a segurança devida.

Antigamente se utilizava linhadas enroladas em latas de óleo, assim era a única tralha conhecida naquela época! Parece loucura sair de Mogi das Cruzes em uma Kombi cheia de parentes para ir até o litoral para pescar com linha de mão, mas essa era diversão de fisgar as primeiras espadas. Praticamente pescamos no litoral paulista inteiro dessa forma até a chegada das varas de bambu com passadores feitos de arame e os molinetes Paolis e Mitchells, linhas como Araly, Caiçara, Dourado série ouro e prata, Grilon. Já as chumbadas eram velas de carro, anzol só existia os J mustad, iscas como saquaritá, guaiamus, corrupto, camarão, sardinha, filé de bonito, couro de porco.

Meu primeiro peixe de fundo pescado dessa forma foi um boca de fogo, que me deu muitas alegrias! A partir daí foi impossível deixar de gostar de pescar! Cada ponto de pesca de costão foi passado de geração para geração onde até hoje tenho o prazer de poder pescar aonde meus antepassados também pescaram,  conhecer pessoas que conheceram meus avôs e ter amizades com elas até hoje, não existe dinheiro no mundo que pague por isso, ter o aprendizado das artimanhas dos costões, tempo e mar tudo adquirido com meu pai e pelos amigos caiçaras!

Meu pai a quem me apresentou ao mundo da pesca e ser mais um apaixonado por essa arte.

Meu pai devo tudo a ele por me apresentar ao mundo da pesca

Meu pai, devo tudo a ele por me apresentar ao mundo da pesca com um Vermelho Cioba de 9kg pego na costeira

Época onde ter uma maquina fotográfica era luxo então a solução quando pegava um troféu era chamar o fotografo na casa rsrs

Meu pai e uma caranha de 15 kg época de fartura na costeira

Meu pai e uma Caranha de 15 kg época de fartura na costeira

Hoje aos 70 anos, meu pai ainda vai pescar no costão. Sobe e desce sozinho as pirambeiras, continua pescando nos mesmos lugares onde ele também começou quando ainda era criança e hoje ainda posso desfrutar desses momentos pescando com ele junto com minha filha! É uma pena eu não consegui levar ele para pescar embarcado, devido a passar muito mal em mar aberto, mas faz parte e como ele diz: importante mesmo é estar pescando!

Meu pai em uma grande batalha

Meu pai em uma grande batalha

Será que era grande ? rsrsrsrsrs

Será que era grande? rsrs

Pescar a primeira Garoupa é igual ganhar sua primeira bicicleta! Você cai, se rala, quebra, apanha, mas nunca desiste e também nunca mais se esquece rsrs

Garoupa sempre Garoupa

Garoupa sempre Garoupa

Enchova, época boa onde se pegava no couro de porco no bate puxa, já poderia ser considerado técnicas medievais em isca artificial rsrs

Época boa quando pegava Enchova com couro de porco no bate puxa

Época boa quando pegava Enchova com couro de porco no bate puxa

Hoje surge a nova geração na pescaria de costão, minha filha, tudo que aprendi passo a ela e só tenho agradecer a Deus pois ela gosta muito de pescar rs.

Minha filha meu orgulho neta de peixe e filha de peixe peixinho éhhhh rsrsrsr

Minha filha meu orgulho, neta de peixe e filha de peixe peixinho é rsrsrsr

Devo muito a pescaria de costão, é onde tenho a absoluta certeza que jamais abandonarei enquanto conseguir! Rock Fishing Forever! Ainda existem muitas e muitas historias ao longo dessas pescarias que daria para escrever um livro. Mas uma coisa é certa, a cada dia uma nova pescaria, uma nova experiência. A cada novo dia, uma nova conduta. A arte da pesca nunca terá fim. O aprendizado vem a cada nova pescaria e a pesca se assemelha-se a poesia, tem que nascer pescador.

Um Feliz dia das Crianças! E aos que curtem a arte da pesca nunca deixem de incentivar os filhos, netos e dar andamento a essa arte que proporciona muitas alegrias. E bora pescar!

Grande abraço,

Haruo Watanabe

  • Marcelo Lanzara

    Belo relato! Parabéns!!!

    • Haruo Watanabe

      Obrigado grande pescador Lanzara !!

  • Decio Serra Neto

    Que bela história rapaz =D parabéns … e continue com o bom trabalho…
    boas pescarias .. relembrar é viver …