Pages Menu

Postado por em 4 abr 2016 em Água salgada, Destaque, Fishing Stories, Oceânica | 0 comentários

Cioba na Ilha da Queimada Grande – Itanhaém / SP

Cioba na Ilha da Queimada Grande – Itanhaém / SP

Olá amigos pescadores!

Já faz um bom tempo que não atualizava as minhas aventuras de pesca por aqui. Mas antes tarde do que nunca, venho compartilhar com vocês a minha primeira experiência de pesca na famosa Ilha da Queimada Grande, localizada no litoral Sul de SP.

A pescaria foi realizada com o experiente guia Bruno Oliveira, que atua como guia de pesca em Itanhaém, a bordo de seu barco FLUT, um Wellcraft de 20 pés, que acomoda com segurança até 3 pescadores. No caso eu, meu pai e o André Grecchi, grande amigo do guia Bruno.

O amanhecer no Rio Curitiba

O amanhecer no Rio Curitiba

Guia Bruno Oliveira

Guia Bruno Oliveira

Partimos da Marina Rio Curitiba pontualmente às 7:00.

A ilha está a 18 milhas náuticas (~35 km) da costa de Itanhaém. Em um dia com boas condições de navegação, o trajeto com o barco do Bruno leva aproximadamente 1 hora de navegação.

Chegando a imponente Ilha da Queimada Grande

Chegando a imponente Ilha da Queimada Grande

A Ilha da Queimada Grande, conhecida mundialmente como ilha das cobras, tem altitude máxima de 206m e a profundidade ao redor da ilha está em torno dos 45m. O desembarque não é aconselhado e até mesmo foi proibido pela Marinha do Brasil devido a grande quantidade de cobras, sendo muitas delas venenosas.

É muito comum ao se aproximar da Ilha encontrar traineiras poitadas fazendo pescarias de longa duração ao redor da costa e também outras lanchas de pesca, assim como a do guia Bruno.

A bela composição da Ilha da Queimada Grande

A bela composição da Ilha da Queimada Grande

 

A Pescaria

Começamos o dia pinchando iscas de superfície na costa da ilha em busca de Carapaus e Anchovas. Na ocasião estávamos usando as iscas Zig Zarinha 120 (cor: cromada e osso), Jumping Minnow T20 (cor: osso) e meu pai com uma isca de meia-água Saruna 125F.

Na espuma conseguimos capturar alguns Carapaus e um grande Agulhão. Mas como a empolgação em pescar e aproveitar as passadas era muito grande, acabei registrando apenas um Carapau fisgado na Zig Zarinha cromada.

Carapau na Zig Zarinha Cromada

Carapau na Zig Zarinha Cromada

De repente observamos que dezenas de aves desceram lá de cima da Ilha rumo ao mar, cerca de uns 500 metros de onde estávamos. Logo o Bruno observou a direção das aves e avistou um cardume gigante de pequenos peixes explodindo na superfície sendo caçados por peixes grandes, provavelmente Olhetes e Olho-de-boi. Não perdemos tempo, recolhemos as linhas e partimos rumo ao grande cardume.

Por lá o guia Bruno recomendou que usássemos iscas grandes de superfície, como a Sará-Sará 120 para provocarmos os OBs atacarem no meio do frenesi de peixes. Logo no meu primeiro arremesso um gigante OB agarrou a minha Sará-Sará e saiu em disparada rumo a pedra do parcel que tinha nos 30 metros de profundidade, depois de brigar algum tempo lá no fundão eis que sinto o peixe se desprender da garatéia… Não desistindo, resolvi voltar trabalhando a Sará-Sará (uma zara de superfície) lá nos 30 metros mesmo, em seguida um outro peixe atacou com muita brutalidade a minha isca e travou uma briga forte e suja.

Trabalhando no limite do equipamento

Trabalhando no limite do equipamento

Eu estava com um equipamento leve demais para este tipo de pescaria, onde os peixes podem superar fácil os 10kgs e costumam jogar sujo correndo em direção das pedras, exigindo assim freios travados e um bom equipamento para resistir a briga. A vara era uma Lumis Infinity de 17-25lbs e o molinete um Shimano Aernos 4000 com linha multi de 35lbs. Com muita paciência e trabalhando no limite do equipamento, eis que o grande troféu dá as caras. E para a surpresa de todos, um lindo Vermelho-Cioba.

Vermelho-Cioba, meu record de maior peixe!

Vermelho-Cioba, meu record de maior peixe!

O Cioba é um peixe que vive no fundo do mar, sendo assim seria praticamente impossível fisgar um peixe deste na isca de superfície, ainda mais na zara. A mais provável explicação, foi que o OB que atacou a minha isca na superfície, correu para o fundo, estourou o pitão dianteiro da garatéia e como voltei trabalhando a isca, a Cioba atacou lá nos 30m de profundidade.

Portanto fica a dica! Quer pegar Cioba no Plug? É só trabalhar a Zara nos 30m de profundidade xD

Detalhe para a Sará-Sará 110 sem a garatéia dianteira

Detalhe para a Sará-Sará 110 sem a garatéia dianteira

Coloração magnífica do Vermelho-Cioba

Coloração magnífica do Vermelho-Cioba

O frenesi durou apenas alguns minutos, então logo depois que tirei o Cioba, não conseguimos mais avistar o cardume dos gigantes OBs atacando na superfície. O Bruno ainda perdeu 2 gigantes que levaram a melhor no metal Jig. Não foi desta vez que o OB saiu para a foto!

Enquanto procurávamos os peixes, meu pai ia brincando com os pargos que estavam forrando o fundo do mar no sonar.

Pargueira com sabiki se demonstrando muito eficiente

Pargueira com sabiki se demonstrando muito eficiente

Guia Bruno sempre muito atencioso auxiliando no barco

Guia Bruno sempre muito atencioso auxiliando no barco

Por volta das 13hrs, com o ápice do calor do sol em nossas cabeças, resolvemos fazer um pit-stop para o almoço próximo ao costão da Ilha.

Pit-stop para o almoço

Pit-stop para o almoço

E para encerrar a pescaria, fomos presenteados com uma linda cena de golfinhos rodeando o nosso barco. O cenário perfeito para finalizar o dia!

Golfinhos rodeando nosso barco

Golfinhos rodeando nosso barco

Assim foi a minha primeira aventura na Ilha da Queimada Grande. No geral não tivemos uma pescaria tão farta de peixes como a do Pleffer que foi anteriormente com o Bruno, porém com direito a um troféu inesquecível, que foi a captura do Cioba no plug.

Contato do guia Bruno:

Abraços e bons arremessos!

Nagae