Pages Menu

Postado por em 11 nov 2016 em Destaque, Equipamentos, Fishing Stories | 1 comentário

Light & Slow Jigging em Cananéia / SP

Light & Slow Jigging em Cananéia / SP

Olá pescadores!

Depois de um longo período longe do mar devido as diversas frente frias e ressacas que atacaram nosso litoral, finalmente tivemos um fim de semana com ótimas previsões para a pescaria mar afora. Por sorte, nesta data (05/11) estávamos com uma pescaria agendada com a operação Black Mamba Fishing Adventure, localizada em Porto Cubatão, um bairro da cidade de Cananéia – SP.

 

O Trajeto

Como Cananéia fica razoavelmente longe de São Paulo (aproximadamente 290km), resolvemos ir um dia antes da pescaria para podermos descansar e aproveitarmos melhor o dia de pesca. Assim saímos de SP por volta das 18:00 da sexta-feira.

Trajeto São Paulo- Cananéia

Saída de São Caetano (SP) às 18:00, pit-stop no restaurante Fazendeiro 20:30 e chegada a Cananéia 22:00

Ficamos hospedados no hotel Marina Clube de Pesca Cananéia, um lugar com quartos bem simples mas o suficiente para atender as necessidades dos pescadores, no geral muito bem organizado.

  • Quarto com cama de casal e banheiro
    Quarto com cama de casal e banheiro

O único ponto fraco é que o café da manhã é servido apenas a partir das 7am, achei que o ideal seria servir por volta das 6am para não atrasar a saída dos pescadores. E por esse motivo mal conseguimos tomar o café da manhã, pois a Black Mamba já estava nos aguardando no píer para o embarque.

Antes de subir a bordo da Black Mamba, retirei com o amigo Yuji da Marina Utamaru a nossa refeição do dia, que são Obentôs (marmita japonesa) muito caprichadas feitas pela mãe do Yuji. Recomendadíssimo! 🙂

Obentô providenciado pelo Yuji da Utamaru

Obentô providenciado pelo Yuji da Utamaru

O belo amanhecer no estuário de Cananéia

O belo amanhecer no estuário de Cananéia

 

A grande estréia: Princesa do Porto

Neste dia tivemos o privilégio de sermos os primeiros pescadores a embarcar na mais nova nave adquirida pela Operação Black Mamba, a embarcação Princesa do Porto. Uma lancha Victory de 26 pés (7,80m) equipada com 2 motores Evinrude 115hp e com o painel de bordo completo (GPS, rádio, sonar, etc).

  • Nova embarcação: Princesa do Porto
    Nova embarcação: Princesa do Porto

Também estreando, estava o amigo Batho Naoki que recentemente entrou para o time de pescadores do Fishing Stories. Esta foi a nossa primeira pescaria juntos e pelo visto já começamos a parceria de pé direito!

Batho ajeitando as tralhas para pescar e meu pai ao lado

Batho ajeitando as tralhas para pescar e meu pai ao lado

Na lancha estávamos em 4 pescadores, eu, meu pai, Batho e sua namorada Angélica. Na liderança do barco estava a dupla Bento Junior (responsável pela operação Black Mamba) e o experiente guia Marquinhos.

Bento Júnior e Marquinhos

Bento Júnior e Marquinhos

 

A pescaria

Foram cerca de 1:40 de navegação até chegar num ponto já próximo da divisa com o Paraná, a estrutura do point era de um parcel com muitas pedras ao redor, profundidade em torno de 34 metros e água ainda fria na casa dos 20º. Por lá encontramos a outra lancha da Black Mamba já trabalhando com os clientes.

Black Mamba na ativa (foto: Angelica Barcheta Keka)

Black Mamba na ativa (foto: Angelica Barcheta Keka)

Bom, mas chega de papo e vamos ao que interessa!

Marquinhos posicionando o barco para a rodada em cima do parcelMarquinhos posicionando o barco para a rodada em cima do parcel

Marquinhos posicionando o barco para a rodada em cima do parcel

Geralmente para as pescarias com a Black Mamba costumamos utilizar o jumping jig Billy de 40 gramas, porém como nesse dia a correnteza do local estava bem forte, percebemos que seria necessário trocar por jigs mais pesados. Então resolvi colocar um Dunn de 75 gramas na cor rosa com azul holográfico. Logo nos primeiros trabalhos lá no fundo fisguei o meu primeiro peixe, um belo Carapau.

Carapau fisgado no jumping jig Dunn de 75 gramas

Carapau fisgado no jumping jig Dunn de 75 gramas (foto: Angelica Barcheta Keka)

O Batho estava testando pela primeira vez o novo jig Nino da NS de 80 gramas na cor rosa, e no trabalho mais rápido engatou uma bela Anchova, o que já era um bom sinal pra gente.

Batho com uma anchova fisgada no jumping jig Nino80 da NS

Batho com uma anchova fisgada no jumping jig Nino80 da NS (foto: Angelica Barcheta Keka)

Triblês e dublês eram constantes!

Angelica, eu e Marquinhos com um triblê anchovas nos jigs Nino e Dunn

Angelica, eu e Marquinhos com um triblê anchovas nos jigs Nino80 e Dunn75

Um dublê de uma mini Pitangola e uma Anchova, ambos fisgados no Dunn80 rosa com glow

Um dublê de uma mini Pitangola e uma Anchova, ambos fisgados no Dunn75 rosa com glow

Nova embarcação estreando com muita anchova!

Nova embarcação estreando com muita anchova!

Carapaus também ativos no jig e eu e meu pai trabalhando a todo vapor

Carapaus também ativos no jig e eu e meu pai trabalhando a todo vapor

Já se aproximavam das 11:00 e a partir deste período notei que a correnteza já havia diminuido bastante, fator que permitiu diminuir a gramatura do jig. Bento também nos avisou que a partir deste horário as anchovas costumavam parar de atacar e quem tomava conta do local seriam os pargos.

Mudando de estratégia diminuindo a gramatura dos jigs (foto: Angelica Barcheta Keka)

Mudando de estratégia diminuindo a gramatura dos jigs (foto: Angelica Barcheta Keka)

Aproveitando a mudança de comportamento dos peixes, resolvi testar pela primeira vez a modalidade de slow jigging. Para essa modalidade eu estava com uma vara criada pelo amigo Waka em parceria com o capitão Tiago Felzen da Slow Down Jigging Store. O conjunto consistia em:

  • Vara Waka Custom Rods Slow Dancer
  • Jigs de até 160gr
  • Comprimento de 6’3″
  • Carretilha: Shimano Trinidad10A
  • Linha: Multi PE1.5
  • Líder: 35lb fluocarbon
  • Isca: NS Noka 60 gramas
Vara Waka Custom Rods Slow Down & Carretilha Shimano Trinidad10A

Vara Waka Custom Rods Slow Down & Carretilha Shimano Trinidad10A

Long Fall

Havia recebido uma série de dicas do Waka em como realizar o trabalho de vara para esta modalidade. Como ainda sou novato, confesso que me limitei ao trabalho conhecido como Long Fall, que consiste em deixar o jig cair livremente até o fundo do mar e depois trabalhá-lo apenas suspendendo ele do fundo e deixando cair novamente, como se fosse “pindocar” o robalo, porém com maior amplitude.

Dica: No Slow Jigging, se você deixar o jig cair livremente com a carretilha ou molinete aberto, a isca descerá trabalhando em Z, sendo muito efetivo para capturar os peixes que costumam atacar na caída do jig. Caso tenha preferência por atingir o fundo mais rápido, basta colocar uma leve pressão no carretel, desta maneira o jig cairá na posição vertical sem trabalhar, aumentando assim a velocidade de queda.

E foi incrível a produtividade que tive com essa nova modalidade. Logo nos primeiros trabalhos de Long Fall, capturei um belo Pargo com a isca Noka60 na cor rosa com glow.

Meu primeiro peixe no Slow

Meu primeiro peixe no Slow

Os pargos adoraram o trabalho da isca Noka no long fall

Os pargos adoraram o trabalho da isca Noka no long fall

E parecia que o cardume de Pargos havia infestado de vez o parcel. Angélica resolveu descer o sabiki e não deu outra!

Pescando Pargos no modo Atacado! rs

Pescando Pargos no modo Atacado! rs

 

Slow-Pitch

Depois de já ter treinado bastante o trabalho de Long Fall capturando muitos pargos, resolvi trocar a cor do jig Noka para um belo Azul holográfico que prometia ser muito bom para as Anchovas. Trocando a cor da isca, também resolvi trocar o trabalho, acredito que as Anchovas sejam peixes mais vorazes e predadores e por isso acho que o trabalho da isca subindo pode chamar mais a atenção delas.

Anchova fisgada no slow jig Noka60 da NS

Anchova fisgada no slow jig Noka60 da NS e vara Waka Custom Rods Slow Down 160

Portanto alterei o trabalho para o Slow-Pitch. Principalmente para este tipo de trabalho acho que a vara tem 80% de responsabilidade pelo desempenho da isca. Diferente do Power Jigging, onde o trabalho da isca é uma sincronia entre levantar a vara e recolher quase ao mesmo tempo de modo frenético, o Slow-Pitch consiste em trabalhar o jig apenas fazendo maniveladas espaçadas na carretilha deixando o restante para a ponta de vara trabalhar.

Bom, mas como o assunto é bem extenso, merece um post específico para essa modalidade.

Fim de um produtivo dia com a Operação Black Mamba em Cananéia

Fim do dia com a Black Mamba Fishing Adventure (Foto: Angelica Barcheta Keka)

 

Por volta das 17:00 retornamos a Porto Cubatão e encerramos nosso produtivo dia de pesca.

Um dia que entrou pra história do Fishing Stories com direito a estreia de nova embarcação, novo membro no time e desvendando novas modalidades de pesca.

Agradecimentos especiais a atenciosa equipe da Black Mamba Fishing Adventure, Bento, Marquinhos e sr. Antônio. Aos parceiros de pesca meu pai, Batho e Angélica. E ao amigo Waka por ter cedido o material para eu iniciar na modalidade de Slow Jigging e pelas dicas que fizeram a diferença no meu dia de pesca.

Contatos

Black Mamba Fishing Adventure

Bentô do Yuji Utamaru

  • 13 98125-4533

Waka Custom Rods

Um abraço e boas pescarias de verão a todos!

André Nagae

  • alexandre.picchi

    Parabéns. Se um dia houver oportunidade para participar de uma pescaria, entre em contato