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Postado por em 12 out 2013 em Fishing Stories | 0 comentários

Mauricio de Souza: Memórias de um pescador

Mauricio de Souza: Memórias de um pescador

Olá pessoal, minha trajetória na pesca (como todos daqui) começou bem cedo, com 4 ou 5 anos na cidade de Peruíbe/SP, com meu pai me levando para ir pescar no portinho daquela cidade.
Nós pescávamos bagres, carapebas, canguás e outros pequenos peixes de mangue. Íamos para casa de parentes e ficávamos uma semana, pescando praticamente todos os dias com varas de bambu e camarão fresco que comprávamos ali mesmo.
Algum tempo depois comecei a ser levado pelo meu pai para a represa Billings onde pegávamos boas tilápias naquela época (20 anos atrás), e as vezes alguns lambaris, com as mesmas varas de bambu.

Quando eu tinha por volta de 9 ou 10 anos de idade minha avó me levou para uma cidadezinha no interior de SP chamada Cosmópolis, onde pude conhecer uma represa que eu digo até hoje que é “abençoada” pela variedade de peixes que se pode pescar nela, que vão desde lambaris até tabaranas, passando por curimbas, traíras e pacús, todos de bom tamanho.
Com o tempo as coisas se tornaram mais “elaboradas” e como os parentes se mudaram de Peruíbe, não tínamos mais como pernoitar por lá, então pegávamos o último ônibus na rodoviária do Jabaquara (23:00), chegávamos lá por volta da 1 da manhã e caminhávamos mais 1 hora e meia até a Prainha, nosso ponto de pesca onde deitávamos em pedras ou na areia e tirávamos um cochilo esperando o dia amanhecer para pegar corruptos na praia e ir pescar nas pedras de lá. Nessas pedras por várias vezes tive a oportunidade de pegar bons sargos e robalos, só que dessa vez já com varas telescópicas de fibra.

Prainha

Prainha de Peruíbe, palco de grandes aventuras

Minha infância foi bem dura no quesito pescaria, meus pais nunca tiveram carro ou grana para alugar barco ou traineira, ou até mesmo para comprar materiais mais modernos, os quais só comecei a adquirir com 18 anos, com meu primeiro emprego.
Apesar dessa dificuldade minhas pescarias com meu pai sempre foram muito divertidas, com muita conversa jogada fora e bons momentos passados juntos. Infelizmente não tenho muitas fotos daquela época, mas aqueles momentos jamais sairão da minha memória…