Boa tarde amigos pescadores. Depois de quase 2 meses sem postar aqui no Fishing Stories, estou de volta a ativa! Realizando um sonho É com o maior orgulho que eu relato aqui no blog a minha pescaria na Ilha Monte do Trigo, também conhecida como Montão do Trigo, localizada a 20 minutos da costa da Barra do Una - litoral norte de SP. Pescar no Montão do Trigo sempre foi para mim um sonho, que consegui realizar esse mês e tive o prilégio de conhecer tal point de pesca.
Desde pequeno, eu sempre realizei as minhas pescarias em Alto Mar com o meu pai, saindo de Bertioga com uma traineira, não muito longe da costa, cerca de 15 a 18 metros de profundidade, e era extremamente divertido para as condições da época, apesar de não sairmos muitas milhas afora, tive o privilégio de fisgar muita coisa grande lá como prejerebas, douradões, bicudas e baiacús. E foi durante vários anos de pescarias em Bertioga que eu sempre ouvia falar da Ilha Monte do Trigo, e que o pessoal que fazia pesca noturna arrebentava de pegar muito peixe lá fora, e muito peixe grande. Infelizmente na época era muito dificil encontrar uma turma para fechar a traineira e encarar quase 3 horas de navegação… é, não é nada fácil levar 6 horas para ir e voltar de um point de pesca, e posteriormente e infelizmente o proprietário da antiga traineira Bismarck, a qual realizávamos nossas pescarias, veio a falecer e consequentemente nossas pescarias em Bertioga também.
Pescaria vai, pescaria vem, e em um determinado dia através do contato do meu primo César, conheci os irmãos Tuca e Auréleo, donos de uma peixaria às margens do canal da Barra do Una. Fiz o contato com o Tuca, e descobri que ele fazia frete em seu barco de alumínio de borda alta e 7 metros de comprimento mar afora, rumo ao Montão do Trigo. Foi aí que eu e meu pai começamos a nossa aventura. O sonho estava sendo realizado. http://www.youtube.com/watch?v=7VyGfkhOYbw&feature=player_embedded#at=49 O Local Como disse na introdução do post, a Ilha Monte do Trigo fica localizada a cerca de 20 minutos da costa da Barra do Una. Ao redor da ilha temos grandes paredões rochosos e profundidade que passam dos 30m, o que faz a vida marinha naquele local ser muito grande, e por consequencia, grandes predadores na área. Podemos dividir a ilha em 4 points de pesca diferentes, como podem ver na imagem abaixo.
Point de pesca A, é localizado na costa Leste da ilha, aonde temos um mar abrigado, mais calmo e sem muitas interferências de ventos. Point de pesca B, é localizado na costa Norte da ilha, aonde temos um mar mais aberto e o fundo rochoso com muitos parcéis. Pelas informações que peguei com amigos, é nessa costa aonde se encontram as Garoupas, Badejos e Vermelhos. Point de pesca C, é localizado na costa Oeste da ilha, este é o lado que fica totalmente desabrigado e de frente para o oceano, é também neste lado que os pincheiros de plantão trabalham atrás das anchovas e sororocas. Point de pesca D, é localizado na costa Sul da ilha, este é o que obtive mais sucesso, aonde encontramos um fundo de areia e profundidade de aproximadamente 33 metros. Acredito que essa costa seja a mais rica em termos de diversidade de espécies de peixes, não sei se pela corrente que passa nessa região, ou se pelo fundo arenoso que atrai peixes menores e consequentemente grandes predadores. Um outro fator curioso sobre a ilha é de que existe uma colônia de aproximadamente 30 pessoas, que nasceram na própria ilha e que são parcialmente isolados da civilização. Vivem da pesca, possuem um gerador de energia própria, e pelo que fiquei sabendo, uma professora vem algumas vezes por semana dar aula as crianças da comunidade. É engraçado/interessante saber como conseguem viver em seu próprio mundo sem depender da civilização. A Pescaria Chega de papo e vamos ao que interessa. Saímos cerca de 5:30 da madrugada de sábado de São Bernardo do Campo, e chegamos às 8:00 da manhã no canal de Barra do Una, local de embarque para inicio a nossa jornada.
Tralhas embarcadas, hora de partir. Em 20 minutos estávamos no point de pesca armando as varas e logo após somente na espera do primeiro peixe do dia bater.
Talvez pela alta temperatura do dia, cerca de 26º, muitas palombetas apareciam na flor dágua, eram tantas que tinha hora que a água parecia borbulhar de tanto peixe junto. Mas de tempos em tempos elas submergiam devido a algumas investidas de peixes grandes, talvez espadões ou bicudas. Foi então que meu pai subiu o seu equipamente de pesca de fundo, utilizando chicote de praia com 2 pernadas de anzóis maruseigo 16, para a meia água, em torno de 15 a 17 metros. Não deu outra, engatou uma palombeta atrás da outra, e em muitas vezes sairam dublês desse peixe tão esportivo.
Eu nunca tinha visto palombetas tão graúdas como a deste dia. São muito ariscas o que proporciona muita diversão na pescaria. Era descer a isca e contar até 10, senão batesse o peixe era certeza que sua isca já tinha sido roubada. Como eu não estava com material para pesca de fundo, persisti na linha boba utilizando meia sardinha como isca. E pouco mais tarde bateu uma bicuda de bom tamanho no meu equipamento de estréia. Que sorte a minha poder estrear o novo equipamento com um peixe tão esportivo como a bicuda.
O dia permaneceu nesse ritmo alternando com bicudas e palombetas. E foi no final da tarde que as bicudas sumiram, e quem entrou em cena foram os grandes espadões. Estes quando cercam o barco espantam todos os peixes que tem ao redor, um peixe muito agressivo e extremamente predador.
E foi isso! Pescaria realizada com sucesso, 100% dentro das minhas espectativas. Sim, lá no Montão do Trigo deve ter muito peixe bitelo, que ainda não tive a oportunidade de fisgar. Mas só de sentir a pegada da bicuda e até mesmo da espada lá no Monte, dá para notarmos que os peixes são muito mais agressivos do que o normal. Como o meu pai mesmo disse, talvez esse comportamento deles sejam devido a cadeia alimentar da região, por se tratar de um lugar aonde existem muitos peixes predadores grandes, então, somente os mais fortes sobrevivem. E para que possamos continuar com esses bitelos que arrebentam nossas linhas, basta nó fazermos nossa parte e preservar e evitar a matança desnecessária de peixes. : )
Ainda tive uma segunda pescaria no Montão, que seguiu quase a mesma linha de peixes, muitas bicudas, corvinas, sargos, micholes e baiacús. Porém estava sem a camera fotográfica, e só fiquei com o celular para registrar o enorme baiacú que capturei na linha boba.
Vou ficando por aqui, sonhando em uma nova pescaria no Montão do Trigo, tive ótimas impressões na minha primeira e segunda pescaria naquele local, agora é hora de tentar os Douradões com a entrada de verão, e boas pescarias para todos nós! Abraços, André Nagae.
Ilha do Monte do Trigo – Barra do Una
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Paulo
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