Boa noite amigos pescadores!
Depois de muitas pescarias em alto mar no Montão do Trigo, fiz a minha primeira pescaria de rodada no canal de Bertioga, e claro atrás dos Robalos.
Já estava um bom tempo ensaiando essa pescaria, somente esperando uma lua/maré boa para ir atrás dos bocudos, foi então que recebi um SMS do Edinho (funcionário da Náutica Chinen) me informando que a semana estava boa para peixe. Foi justamente na semana seguinte daquela ressaca horrível que aconteceu no Litoral Paulista, com maior incidência na cidade de Santos. Pensei comigo mesmo, será mesmo que vamos pegar alguma coisa? Mas depois dos ensinamentos que aprendi com o mestre Haruo Watanabe, tudo se tornara muito óbvio, aprendi que sempre na semana seguinte que acontece uma ressaca, os peixes voltam a ficar muito ativos. Esse fator acontece porque durante a semana de ressaca os peixes ficam muito inativos, devido as mudanças climáticas e em seus habitats, o que posteriormente depois de todas condições voltarem ao normal, voltam a ativa com força total.
Bom, chega de fundamentos e vamos ao que interessa..
A pescaria
Em uma madrugada muito fria, saímos de São Bernardo do Campo, como sempre as 5:45am, chegando com um trânsito tranquilo de domingo às 7:00am na Náutica Chinen. Logo ao estacionar o carro, já avistamos o barco que seria utilizado por nós na pescaria do dia. E que barco. Equipado com um motor Yamaha 50HP, Sonar, poltronas com encosto nas costas e braços e super viveiros para embarcar os flechões e camarões vivos. O barco, de nome “Tanto Faz” é do proprietário Nelsinho, que mora na Náutica Chinen, e o piloteiro era o mestre Carlinhos, que assim como o Sr. Nelson “Santa Clara”, um grande conhecedor da região.
Conversando com o Carlinhos e outros pescadores locais, fiquei sabendo que nesta semana pós ressaca, haviam saído muitos Flechões na pescaria de rodada no percurso entre a Marina Pôr-do-Sol até a Balsa Bertioga-Guarujá, e inclusive 2 das maiores peças capturadas, foram obra do Sr. Nelsinho, o maior pesando 7kg e o menor 5kg.
Tralhas arrumadas, hora de botar o barco na água. Lá na rampa do canal, o Edinho em um barco de suporte já estava pegando os nossos camarões vivos no viveiro, encomendados para efetuar a pescaria de rodada.
Logo chegamos ao primeiro ponto de pesca o percurso da balsa, aproveitando a subida da maré fizemos várias passagens nesta rota na busca de algum flecha. Mas infelizmente nada do bocudo aparecer, o que pegamos foram alguns pevinhas fora de medida e baiacús que destruiram muitos de nossos camarões. E então resolvemos mudar de point.
Navegamos rumo ao rio itapanhaú, perto do ponto conhecido como coqueiro alto, que fica próximo da marina Daruma. Neste ponto, alguns flechinhas deram as caras atacando sucessivamente o jumping jig prateado da NS, campeão do dia.
Parecia que mais uma vez a sorte com os flechões não estava do nosso lado, mudamos de ponto inúmeras vezes atrás do rei do mangue, mas nada, os robalos estavam ativos, mas porém somente os tricks, todos fora de medida.
Foi então que em um ponto mais fundo, conhecido pelo Carlinhos como Toco, pela estrutura do fundo estar permeada de tocos de mangue, tivemos uma ação diferente no camarão vivo lá no fundo, e eis que sobe um belo Badejo Mira. Foi o que salvou a nossa pescaria!
Não era bem o troféu que estávamos procurando, mas foi uma boa surpresa pegar esse badejo mira deste tamanho. Já tinha visto alguns por aí, em outros relatos e conversando com amigos, mas deste tamanho no canal acho que é uma espécie bem difícil de ser capturada.
E foi isso aí, uma pescaria não muito produtiva em termos de tamanho de peças, mas porém muito ativa com os trickzinhos que encontramos pelo canal. A busca pelo rei do mangue ainda não acabou, e tenho certeza que não vou desistir até garantir o meu troféu.
Vou ficando por aqui encerrando mais um post. Espero da próxima vez poder trazer mais “peixes” para vocês.
Um abraço e boas pescarias,
André Nagae.





















