Pages Menu

Postado por em 14 abr 2015 em Água salgada, Destaque, Internacional, Pescarias | 21 comentários

Pescando no Panamá com Caiaque

Pescando no Panamá com Caiaque

A velha história das minhas férias: tirei de última hora! Consequentemente, tive que me virar para pescar no susto, mas dessa vez uma novidade, uma pescaria inusitada: Pescar de Caiaque, no Panamá. Em busca dos Olhos-de-boi, Atuns, Caranhas e Rooster Fishes!!! O que a primeira vista parecia uma brincadeira, foi se tornando sério. Tudo isso viabilizado pelo meu contato no Panamá, o Roque Freitas (Guia de Pesca Panamá)! Aliás, esse post é uma longa história, não vou falar para vocês pularem para a pescaria, porque deu um puta trabalho escrever e separar as fotos!

Preparativos

Com a alta do dólar, me virei com o que tinha para encontrar passagens promocionais. Queria também conhecer o Panamá, então comprei passagens com uma folga de 3 dias em cada “ponta” da pescaria. Consegui passagens promocionais apenas 8 dias antes da viagem! Sendo assim, fui em busca de equipamento e iscas. Nessa hora é muito difícil saber o que exatamente levar, por mais que as pessoas conheçam a pescaria por lá, não a conhecem feita em cima de um caiaque. Verifiquei com o Roque as profundidades que teríamos para trabalhar, assim como tamanho de Poppers que eram mais utilizados por lá. Tentei reunir o máximo de equipamento por aqui no Brasil, pois não sabia quais eu teria disponíveis para comprar por lá. Conversando com todos que eu conhecia, acabei pensando num consenso: levaria uma vara 7′ de pincho (60lb) e procuraria uma vara de jigging própria para o tamanho de peixes por lá. Como eu não entendia nada de espanhol, aproveitei para estudar intensivamente via Duolingo no celular, era minha única chance de ter o mínimo para me comunicar por lá!

A viagem

Parti de Guarulhos, num vôo direto para a cidade do Panamá, pela Copa Airlines. O vôo foi bem sossegado, de acordo a aeronave se preparava para pousar, fui observando o mar. Era o oceano Pacífico! Primeira vez que eu chegava perto dele, confesso que fiquei bem empolgado. Observando cor de água, ondulações, maré correndo (isso tudo de dentro do avião ainda), pensem num cara ansioso, esse era eu! Havia combinado com o Roque para fazer o traslado do aeroporto até o hotel onde eu ficaria nos primeiros dias, assim como contratei um dos seus serviços de guia turístico para conhecer a cidade.

Eclusa de Miraflores, uma parada obrigatória para se conhecer sobre o Canal do Panamá.

Eclusa de Miraflores, uma parada obrigatória para se conhecer sobre o Canal do Panamá.

O Panamá possui muitos atrativos para o turista brasileiro, shoppings com preços comparáveis ao de Orlando. Resorts all inclusive, restaurantes de todos os tipos, gostos e custos. Assim como Cassinos e outros tipos de entretenimento adulto. Como passagem obrigatória, eu recomendo uma visita da Eclusa de Miraflores. É a eclusa que eleva os navios do Pacífico para o Lago de Miraflores. Lá tem um museu que explicar muito sobre o canal e todas suas peculariedades, além de você poder assistir a passagem dos navios.

Para quem não sabe, a cidade do Panamá tem um aspecto moderno, lembra Miami.

Para quem não sabe, a cidade do Panamá tem um aspecto moderno, lembra Miami.

Pescaria

Ao chegar, o Roque já me comunicou que o dono do Lodge (pousada de pesca) havia ligado dando notícias de que durante a semana, haviam fisgado um Sailfish (chamam de Vela por lá) e outras espécies boas. Desesperado, com meu equipamento, corri para as lojas para encontrar um equipamento mais pesado de jigging. Acabei comprando uma vara 80lb para jigs de até 200g. Faria conjunto com minha carretilha Revo Toro 60. E pronto, estava fechado meu equipamento. Separei a tralha que levaria e combinei o horário de partida para o Lodge, seria na madrugada seguinte.

Caminho para o Lodge (Rodoviário)

A aventura havia começado! Eu dividiria o quarto com um outro pescador, Chris, que vinha dos Estados Unidos unicamente para pescar. Buscamos o Chris no hotel e partimos rumo a Cambutal, onde pegariamos um barco até o Lodge. A conversa no caminho foi proveitosa! É muito legal o intercâmbio cultural nesse tipo de viagem, ter uma pessoa de outro país por perto enriqueceu ainda mais isso.

Primeira pisada de areia numa praia do Pacífico!

Primeira pisada de areia numa praia do Pacífico!

Caminho para o Lodge (Marítimo)

Chegamos ao mar! O Pacífico estava lá! Com sua areia vulcânica e sua água gelada e azulada! Embarcamos nosso equipamento nas pangas e encontramos com o restante do grupo que nos acompanharia, uma simpática família americana. Almoçamos num pequeno restaurante e seguimos a etapa final da viagem. Cerca de 2 horas de barco. No caminho, o visual bonito e uma cena que não é comum para nós aqui em São Paulo. O tempo todo eu via cardumes estourando na superfície. Enquanto eu ficava maravilhado, o piloteiro da ocasião desprezava: atúns ticos y bonitos! Pequenos atuns e bonitos atacavam as sardinhas durante TODA a viagem.

Bonitos estourando na superfície. Cena comum por todos os cantos de lá.

Bonitos estourando na superfície. Cena comum por todos os cantos de lá.

O lodge

Eu sabia que ficariamos isolados, sem sinal de celular e possivelmente sem eletricidade. Mas lá chegando, me impressionei com a estrutura que embora rústica, era bem confortável e acima da minha expectativa. Quartos de frente para o mar, camas confortáveis e luz elétrica, obtida através de um painel solar que ficava no “salão” do lodge.

O Rancho do Lodge! Onde as refeições são servidas, feitas e as histórias do dia são contadas...

O Rancho do Lodge! Onde as refeições são servidas, feitas e as histórias do dia são contadas…

As pescarias são baseadas no Pesque e Solte, ou seja, esportivas. Alguns peixes podem ser levados para a alimentação durante a estadia e foi assim que seguimos.

Vista de dentro do quarto do Lodge.

Vista de dentro do quarto do Lodge.

Vista dos Chalés.

Vista dos Chalés.

O caiaque

Agora vem o interessante da viagem! Pesquei algumas vezes de caiaque por aqui no Brasil, então deveria me adaptar aos peixes e ao caiaque de lá. O Lodge possui caiaques Hobie, que disponibiliza para todos os pescadores. Como eu tinha alguma experiência, o Pascal me passou o Hobie modelo Revolution 13. Para quem não conhece, os caiaques Hobie possuem um mecanismo de propulsão que dispensa o uso de remos, o Mirage Drive. Um caiaque que se move por meio de pedais e leme! A adaptação com esse tipo de caiaque é bem simples, basta regular a altura dos pedais e entender como funcionam os lemes. Escolhi uma foto especial para demonstrar a estabilidade e situar vocês:

Ondulações maiores e briga com bons peixes, uma verdadeira aventura.

Ondulações maiores e briga com bons peixes, uma verdadeira aventura.

Saímos durante a tarde, para nos adaptar aos caiaques e dar uma batida na costeira próxima ao Lodge. Foi muito importante essa saída, não acertei peixes, mas testei todo o equipamento e me adaptei ao caiaque. Ah sim, vi um tubarão grande saltar bem próximo de mim. Cena improvável e medonha!

Pescaria

Iniciamos com jigging, a água havia sujado por conta dos ventos que castigaram a região nos últimos dias. O ponto era um drop entre 40m e 50m de profundidade. Descí um jig NS Dunn de 100g e comecei a trabalhar do jeito que eu sabia. Não demorou muito até ter minhas primeiras ações. Xaréus Brancos e um outro peixe de lá o Pargo Amarillo, uma espécie que tem apenas no Pacífico, parente da Caranha. Ainda não havia acertado os peixes acima dos 5kg, o que me deixava mais ansioso ainda. Almoçamos e durante a tarde tentamos pinchar nas costeiras, eu ainda não havia obtido sucesso, os peixes pareciam não querer nossos poppers. Já nas últimas 2 horas de pescarias, voltamos à pesca vertical. Descí o jig e algo grande fisgou. Fui apertando o drag da carretilha até não ter mais o que fazer, meu caiaque passou a ser arrastado, inclusive há um vídeo engraçado feito pelo Roque, onde eu passo a uma velocidade considerável por ele até que o peixe para. Infelizmente ele encontrou a pedra, e lá arrumou um jeito de estourar meu multi de 60lb.

Exagerei na força, reparem no leme saindo da água.

Exagerei na força, reparem no leme saindo da água.

Minha cara de frustração era nítida. Não desanimei, atei outro leader e montei outro jig. Tentei um mais leve, foi uma ideia idiota, as ações pararam comigo e continuaram com os outros presentes. Era uma festa, todos engatando Pargos Amarillos de bom tamanho, o Chris conseguiu tirar um belo Olho-de-boi e eu lá atrapalhado. Para não passar em branco, peguei mais um Xaréu-Branco.

panama_post28

Frustrado pelo meu despreparo frente aos peixes maiores, voltei e organizei o equipamento. Fiz mais leaderes trançados e separei mais assist-hooks. Sabia que por ali teriam outros monstros que ignorariam minha força e levariam meu caiaque para onde quisessem. Jantei e fui descansar para o dia seguinte.

Amanhecer no Panamá! Um novo dia para novos peixes!

Amanhecer no Panamá! Um novo dia para novos peixes!

Ao sairmos, já questionei ao piloteiro Tany: jigging!? E ele confirmou, vibrei, pois sabia que ao menos dessa forma eu iria fisgar algo bom. E não demorou nada, novamente fui o primeiro a fisgar, mas mais uma vez o meu despreparo estragou tudo. Dessa vez a linha não resistiu, eu forcei demais e numa das cabeçadas, o peixe partiu a linha. Montei tudo novamente e tentei tirar da minha cabeça a obrigação de fisgar algo bom. Não precisei de muito tempo até que um outro monstro fisgasse no meu jig. Dessa vez, com calma, trabalhei o peixe ao máximo, fora bons minutos de briga, corridas, caiaque arrastado e finalmente tirei algo com mais de 2 dígitos da água. Era meu primeiro Olho-de-boi e até agora, escrevendo, sinto a felicidade que foi tirar um peixe assim, de cima de um caiaque, num local que eu não conhecia e depois de falhar 2 vezes seguidas, pude afugentar os medos de falhar nessas pescarias.

Olho-de-boi num caiaque, já viram algum assim?

Olho-de-boi num caiaque, já viram algum assim?

Chega de falhas! Finalmente embarquei o meu troféu!

Chega de falhas! Finalmente embarquei o meu troféu!

Incrivelmente, eu filmei toda a captura desse peixe, desde o trabalho da isca até o seu embarque! Aguardem as filmagens e se inscrevam em nosso canal do youtube clicando aqui

Pincho

Após as ações diminuírem, partimos para outros pontos de costeira. Na semana anterior os Roosters haviam sumido, e nessa não estava diferente, mas com a sensação de tarefa cumprida no jigging, passei a me concentrar no pincho. Sabia que tinha que aprender a lidar com o equipamento pesado (poppers de 13cm) e me arriscar mais. Não queria deixar passar em branco o Panamá e não capturar nenhum Rooster Fish. Coloquei um Popper Strike Pro, branco com a cabeça vermelha e fui batendo cuidadosamente a costeira.

Popper Strikepro 13cm.

Popper Strikepro 13cm.

Num ponto com uma forte arrebentação, me aproximei com cuidado, observando as vagas, e já pensando: se fisgar algo aqui, vai complicar minha vida. Exatamente após pensar isso, dei um daqueles arremessos perfeitos. De cima do caiaque, a isca viajou sem desperdiçar energia e caiu a poucos centímetros das pedras. Trabalhei perfeitamente o popper. Sem pular, sem ficar lento demais. Não sei explicar, mas na minha cabeça era certeza que eu iria fisgar algo com aquele arremesso e trabalho de isca… e assim foi… cinematográfico! Ví o Rooster ir para a superfície, sua crista saiu da água e mesmo que parecesse câmera lenta pela emoção, nem percebi que ele engoliu a isca e afundou. A essa altura, meu caiaque já havia sido arrastado numa distância perigosa das pedras. O peixe não se moveu para fora, ficou mais próximo das pedras. Briguei com ele e me aproximei ainda mais.

Canto onde encontrei com o Rooster.

Canto onde encontrei com o Rooster.

Depois de me certificar que ele não estava em nenhuma pedra, abri a frição, virei o leme e me pus a pedalar para um local mais seguro. Com a mão direita segurava a vara e sentia desesperadamente a frição cantar. Gritei como se estivesse morrendo para que o barco de apoio se aproximasse! Fiquei surdo na hora, não conseguia ouvir o bipe da GoPro para saber se ela ligava ou desligava, não podia vacilar. Desisti da GoPro e fui trabalhar o peixe. Já mais distante, fechei novamente a frição e consegui trazer o peixe para perto. Ele ainda insistia em lutar, mas já num local limpo sem pedras ou perigos. Mais alguns minutos de briga e o valente Rooster se entregou para a foto! Foi a captura mais emocionante de minha vida.

Foto da capa! Obrigado Roque por vir pedalando rápido enquanto eu gritava e brigava com o peixe!

Foto da capa! Obrigado Roque por vir pedalando rápido enquanto eu gritava e brigava com o peixe!

Ouso dizer, que sou o primeiro brasileiro a capturar um Rooster Fish de cima de um Caiaque! Desafio os pescadores a apresentarem um outro nome que tenha feito isso antes de mim, rsrsrsrs!!! Acho difícil eu superar uma captura assim, a vida há de me surpreender com alguma outra, mas ainda não imagino como 🙂 Foi uma sequência perfeita, arremesso, trabalho, navegação, embarque, foto e soltura, nada mal para o atrapalhado que errou tudo com os maiores peixes anteriores! Esse Rooster está lá, crescendo, depois de levar um susto comigo, ele voltou para a água para esperar algum maluco tentar fisgá-lo novamente.

Rooster, briguento, o símbolo da pesca esportiva no Panamá.

Rooster, briguento, o símbolo da pesca esportiva no Panamá.

A partir daí eu me senti o dono do pedaço! A confiança aumentou e passei a trabalhar bem as iscas, infelizmente o Popper não estava tão produtivo e voltamos ao jigging. Nos dias seguintes exploramos vários pontos de jigging e a minha felicidade foi enorme! Posso dizer que enjoei de pescar Olhos-de-boi, Pargos Amarillos, Xaréus Brancos e Xaréus Amarelos. Estava seletivo! Quando eu achava que era um peixe menor, tentava rebocar, as vezes eu era rebocado de volta pelos peixes. Assustadoramente, alguns vinham mordidos, não era difícil saber o que os mordia: Caranhas gigantescas nas profundezas. Os peixes vinham esbagaçados as vezes, e era possível medir a distância dos dentes frontais dos predadores. Numa comparação simples, poderiamos deduzir o tamanho do peixe que atacou. Um deles, passava facilmente de 1.5m de tamanho.

Bonito chegando vivo e sem pedaços, provavelmente atacado por uma grande Caranha Dentón!

Bonito chegando vivo e sem pedaços, provavelmente atacado por uma grande Caranha Dentón!

Abaixo as fotos de algumas capturas que registramos!

Pargo Amarillo de bom tamanho!

Pargo Amarillo de bom tamanho!

Roque encontrou uma Sororoca.

Roque encontrou uma Sororoca.

Chris e seu belo Pargo Amarillo.

Chris e seu belo Pargo Amarillo.

Roque com um belo Pargo Amarillo.

Roque com um belo Pargo Amarillo.

Chris e um Xaréu-Branco.

Chris e um Xaréu-Branco.

Muitos Xaréus na região.

Muitos Xaréus na região.

Eu todo atrapalhado para erguer o peixe, falta de costume! rsrsrs

Eu todo atrapalhado para erguer o peixe, falta de costume! rsrsrs

Badejos também frequentam as águas Panamenhas.

Badejos também frequentam as águas Panamenhas.

Pargo Amarillo (Yellow Snapper), abundante na região.

Pargo Amarillo (Yellow Snapper), abundante na região.

Badejos de respeito, fisgados num caiaque? Aqui no Fishing Stories!

Badejos de respeito, fisgados num caiaque? Aqui no Fishing Stories!

Desencantei com os Olhos-de-boi!

Desencantei com os Olhos-de-boi!

Fisgar os grandes passou a ser uma prática comum.

Fisgar os grandes passou a ser uma prática comum.

Iscas que funcionaram

Jig NS Hana 80g.

Jig NS Hana 80g.

O Popper que mais funcionou foi o Strike Pro 130, branco com cabeça vermelha. Os Jigs campeões foram os que levei do Brasil, da NS. Modelos: Dunn de 75g a 120g e o que eu chamei de exterminador de Olhos-de-boi, o Hana de 80g. Todos jigs foram trabalhados em speed jigging, as vezes tentava um trabalho mais lento, porém, só acertava os Pargos Amarillos. Para Olho-de-boi, precisava de velocidade no trabalho.

Como fazer uma pescaria dessas?

Se você é brasileiro, é fácil! Conte com o Roque! Ele é guia turístico e de pesca por lá no Panamá. Ele que organiza a ida de brasileiros para o Lodge, traslados, dias de pesca e tudo mais. O melhor: ele fala português, afinal é brasileiro também e se comunica muito bem com todos por lá, além de conhecer outras atrações turísticas do Panamá. Parceiro nota 10! Link para comunicação com o Roque, clique aqui, aproveite e curta a página dele!

Avaliação

Pescar peixes grandes, com equipamento pesado e em locais desconhecidos foi uma grande experiência, pretendo repetir em breve. Pessoas que já pescaram com artificias em caiaque, estão fisicamente capacitadas a fazer esse tipo de pesca, faltando apenas algumas dicas, adaptações e claro, equipamento certo. O barco de apoio estará sempre por perto para garantir que em caso de problemas, você tenha algum auxílio. O fato do caiaque ser a base de pedal, torna a pescaria muito mais segura, pois é possível pescar e navegar ao mesmo tempo, coisa quase impossível com os remos. Fiz um vídeo demonstrando técnicas de como jigar no caiaque, não deixem de seguir nossos passos no facebook e no youtube! Pois postaremos em breve sobre isso.

A fauna da região é muito interessante. A fauna marinha, com golfinhos, tubarões, raias-mantas, baleias. E a fauna terrestre, com curiosos crustáceos por todos os lados, ermitões que levam o nome de Caricatos.

Esses caranguejos-ermitões, estavam por todas as partes da praia.

Esses caranguejos-ermitões, estavam por todas as partes da praia.

Estar isolado no Lodge foi muito legal! O serviço prestado foi exemplar, a estrutura rústica é um adendo, pois o tratamento supera o de muitos hotéis que já frequentei. A roupa de cama era trocada regularmente, as refeições misturavam a tradição da cozinheira panamenha, com alguns toques da culinária francesa ditados pelo dono do Lodge, o Pascal, que utilizava do forno a lenha para fazer quitutes como pães, pizzas e peixes assados.

Pascal servindo o Pão Francês.

Pascal servindo o Pão Francês.

Sashimi cortado pelo grande e humilde mestre sushiman ( eu ) rs!

Sashimi cortado pelo grande e humilde mestre sushiman ( eu ) rs!

Mesa cheia, servidos?

Mesa cheia, servidos?

Agradecimento

Aos que apoiaram a viagem, especialmente ao Willian da NS Iscas, que me ajudou na escolha dos Jig e ao Paulo Pincel das Iscas BigOnes (que usei na procura por Robalos e Tucunarés, próximo post)! Muito obrigado! Ao Pleffer por me emprestar o equipamento de pincho em cima da hora e também a quem achou que era brincadeira, ou duvidou que sairia peixe, serviu de estímulo para eu provar o contrário! 😀

  • Fabiano Rodrigues

    fenomenal Banzai!!!!!!! porra q inveja kkkkkk parabens mano mto legal

    • Muito obrigado Fabiano! Você que é caiaqueiro vai pirar numa pescaria dessas!

  • Fernando Basqueroto

    Sensacional! que pescaria hein! perfeita!

    • Valeu Basqueroto! Bora lá em alguma oportunidade?! Abraços!

  • João Medeiros

    Simplesmente animal, pescaria muito diferente e desafiadora, não é pra qualquer um, além das fotos e texto que ficou um show! Parabéns Renato

    • Muito obrigado João! Fico muito feliz em saber que gostou! Uma honra! Abraços!

  • Relato espetacular e fotos sensacionais! Senti a emoção da caça ao Rooster! Muito bom!

  • Charles Sasaki

    Parabéns pela pescaria!!! sem comentarios!! rsrs Deveria ter testado o Banzai rig lá!! hahaha

    • Quem disse que não testei?! Rsrsrs mentira, no offshore não dava, estava concentrado em pegar peixe grande…rsrsrs

  • Banzai, foi um prazer te lo por aqui e espero que volte…ainda existem outros pontos para serem explorados com ou sem caiaque. Que bom que fiz um novo amigo… um abraco e obrigado….

    • O prazer foi meu! Obrigado pela hospitalidade! Abraços e até a próxima!

  • Paulo De Tarso Dualiby

    Pescaria para se tirar o chapéu (Panamenho é claro rsrsrs) e um relato sensacional !!! Parabéns Banzai “The first one” ! Grande abraço!

    • Ainda conheci o Manos de Piedra e comprei um belo chapéu (sonho de infância). Realmente, uma ótima viagem!

  • Hugo Heitgen Neto

    Sensacional ! Se lendo o relato ja deu pra sentir a emoção, imagina estando lá…

    • Já sinto falta de estar pescando por lá! Abraços Hugo!

  • Marcelo Lanzara

    Realizou o sonho de muitos, como o meu, ainda mais num caiaque. Parabéns pelo relato.

    • Valeu Lanzara! Ainda temos que pescar juntos por aí! Abraços!!!

  • Cuca Buriman Rudimar

    Showwwwww! Parabens! você merece meu caro! ótima pescaria e bela aventura! arrebentou! Abraço do Cuca Buriman

  • Decio Serra Neto

    Lindo Relato Banzai parabéns parceiro… que aventura maravilhosa…. show demais…. compartilhei antes de poder ler por completo… semana corrida….
    Grande abraço e que venham muitas mais …. =D

  • Neto Galo

    Uma grande aventura, essa tenho certeza que você nunca irá esquecer, parabéns por belos peixes fisgados Banzai.
    Grande abraço!!!!!!