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Postado por em 25 set 2017 em Água salgada, Destaque | 1 comentário

Pescaria de Micro Jigging & Fly em Itanhaém

Pescaria de Micro Jigging & Fly em Itanhaém

Salve amigos pescadores!

No dia 20/09 em plena quarta-feira, aproveitando que tinha um dia de folga para tirar no trabalho, fui até Itanhaém para pescar com o renomado guia de pesca Bruno Oliveira.

Junto comigo estava o meu pai, grande parceiro de pesca, e desta vez uma presença internacional diretamente do Japão, o mestre do Fly Shuichi Gotoh. Já fazia um bom tempo que estávamos conversando sobre essa pescaria e a princípio o seu foco era tentar fisgar as bicudas brasileiras que são muito maiores do que as do país dele.

Segundo as notícias do guia Bruno, as bicudas estavam forradas em Itanhaém e além disso estavam cortando muitas linhas dos pescadores. Porém é engraçado que quando procuramos um peixe específico, sempre acabam entrando todas outras espécies, menos a que você mais procura! Acompanhem no relato abaixo.

O amanhecer nublado em Itanhaém na marina Rio Curitiba, de onde sai o guia Bruno

Era um dia de grandes estreias! A primeira vez do amigo Gotoh-san com o guia Bruno Oliveira e também a primeira vez da minha nova vara customizada pelo Alexandre Waka. Um projeto que nasceu para a modalidade de Micro-Jigging

Eu e Gotoh-San partindo para mais um dia de pesca!

Estreia da vara de Micro Jigging de 7′ e arremessar iscas de 3,5 a 14 gramas custom by Waka

Rumo aos parcéis de Itanhaém!

Shuichi Gotoh é um grande pescador de Fly e muito experiente na pesca de água salgada. Utilizando a técnica, equipamentos e experiências adquiridas no Japão, demonstrou um grande diferencial para capturar os peixes brasileiros em locais com profundidade de 25 a 30 metros. Com sua técnica é possível trabalhar iscas de fly em grandes profundidades, utilizando uma linha Sinking (que afunda gradativamente), onde teve grande eficácia capturando os peixes na faixa dos 18 metros de profundidade.

Com um chicote duplo com streamers, Gotoh-san abriu contagem logo com um doublê de belos Carapaus verdadeiros

Uma pescaria que além de ser muito técnica, contou com a habilidade e auxílio do guia para orientar sobre como são as estruturas de pedras e quais profundidades os peixes estavam passando.

Gotoh-San com mais um dublê e o grande guia Bruno

Enquanto Gotoh-san arrebentava nos “AJIs”, meu pai trabalhava um jig mais pesado e eu com iscas de superfície. Mas a produtividade do Fly era incrível. Dublês eram constantes!

Doublê de AJIs tamanho GG

Carapau com mais de 40cm no streamer atado pelo próprio Gotoh

Enquanto estávamos navegando para voltar ao ponto, observamos muitos pássaros mergulhando e atacando um cardume de pequenos peixes, que por consequência atraíam peixes maiores. Logo que passamos perto de um desses cardumes o Bruno me orientou e falou: “Nagae, se for usar o MicroJig, coloque o menor que você tiver na caixa“. Logo escolhi um modelo que havia gostado muito, que é um de 7 gramas e 2,5cm, atado com apenas um anzol de assist hook, equivalente ao tamanho de um Chinu 2. Isso mesmo! Esses que você pega betara na praia!

Arremessei o micro jig próximo ao cardume e vim trabalhando como se fosse uma isca de pincho, com toques rápidos na sub-superfície. Não deu outra! Peixe na linha!

Depois de quase 30 minutos de briga, utilizando equipamento ultra light e um micro anzol, com muita paciência tiramos o peixe.

Bonito fisgado no Micro Jig de 7 gramas e 2,5cm. Ufa! Que briga!

Detalhe do anzol fisgado no canivete da boca

Grande peixe para estrear a vara do amigo Alexandre Waka que foi mais do que aprovada!

Após muito cansaço resolvi fazer uma pausa para tomar uma água e apenas observar o pessoal pescar, mas enquanto isso Gotoh-san seguia arrebentando com os peixes. Desta vez um Xerelete de bom tamanho atacou seu streamer.

Xerelete no Fly

E mais uma vez enquanto estávamos mudando de ponto, avistamos outro grande cardume atacando na superfície. Desta vez foi o turno do meu pai engatar uma encrenca no MicroJig.

Lindo Katsuo que não resistiu o Micro Jig, também fisgado no canivete

Aproveitando que a maré estava mais calma, e a passada sob os parcéis mais lenta, resolvi descer um jig maior para tentar algum peixe diferente. Coloquei um jumping jig Billy de 40 gramas da NS, na cor cromada e iniciei os trabalhos no light jigging com uma valente Guaivira.

Guaivira no jumping jig Billy de 40 gramas da NS

Já se aproximava do meio-dia e aproveitamos para comer o tradicional bentô. (desta vez sem fotos porquê a fome era muito grande!)

Logo depois do almoço fizemos com certeza a melhor rodada do dia.
Eu no light jigging com o Billy de 40 gramas, meu pai na vara de MicroJigging só que usando uma isca Vibration e Gotoh-San no Fly com seus streamers.

Xaréu-Branco no Billy 40 gramas

Meu pai com um Xaréu-Branco na isca Vibration

Gotoh-San com um verdadeiro torpedo no Fly!

Com certeza o troféu no Fly neste dia! Cansar um Bonito deste porte no Fly não é pra qualquer um não!

Grandes pescadores, grande peixe!

Mesmo após esse Grand Slam de 3 fisgadas sensacionais, o guia Bruno me orientou que ainda não havíamos saído das estruturas de pedras, portanto podia continuar trabalhando as iscas.

Neste dia havia pegado emprestado do Bruno um equipamento para light jigging, que consistia na seguinte configuração:

  • Vara: Smart Light Jigging PE3 – Para jigs de 40 a 120 gramas – Custom by Waka
  • Molinete: Shimano Biomaster 5000
  • Líder: Varivas fluorcarbono 40lb
  • Jumping Jig: Billy 40g da NS

Logo na primeira pindocada, eis que a grande batalha do dia começa. Mas com muita sorte e persistência o troféu subiu para as fotos!

Garoupa de 19 lbs fisgada no equipamento light!

Meu troféu do dia! Fisgado no jumping jig Billy 40 gramas da NS!

Indescritível a emoção em trazer a tona um peixe desse porte em um equipamento light e emoção maior ainda de liberar um exemplar desse porte!

Já se aproximavam das 15:00 e o Bruno ainda queria nos levar até a laje da conceição, para tentar encontrar as benditas Bicudas que não deram as caras nesse dia!

No caminho de volta para a terra, passamos pela Conceição para dar uns pinchos.

A bela laje da conceição

Gotoh-san com um peixe misterioso engatado no fly!

Mas infelizmente não era a tão esperada bicuda e sim um galo.

E assim encerramos nossa jornada em Itanhaém.
Não encontramos as bicudas! Mas encontramos os carapaus, xereletes, galos, guaiviras, garoupa, xaréus-brancos e bonitos!

Retornando a Itanhaém

Fica aqui meu agradecimento aos companheiros de pescaria e ao grande guia Bruno Oliveira por mais um dia de pesca.

Contato do guia Bruno:
Facebook: https://www.facebook.com/Guiabrunooliveira
Celular: (11) 99508-4106

Abraços e boas pescarias!
André Nagae

  • Decio Serra Neto

    Que pescaria sensacional Nagae… só peixe de alta qualidade e brigador… sensacional… e o Gotoh-san mostrando o quanto o Fly pode ser produtivo no mar sensacional!