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Postado por em 25 jul 2017 em Água salgada, Destaque, Fishing Stories | 1 comentário

Pescaria de microjigs na costeira

Pescaria de microjigs na costeira

Bom dia amigos pescadores!

No dia 15 de julho, para manter a tradição do dia do meu aniversário, comemorei em alto mar no melhor estilo: pescando.

Quem estava comigo nesta grande festa foram meu pai, Pleffer e o grande amigo Aurélio Oliveira, guia de pesca na operação Pesca Barra do Una, localizada em São Sebastião, litoral norte de SP.

Guia Aurélio Oliveira da operação Barra do Una

Saímos de SP por volta das 4:30 e a ideia era passar em Bertioga as 6:00 para tomar café da manhã e comprar sardinhas, pois as notícias eram de um grande cardume de bicudas e espadas ao redor da Ilha do Montão do Trigo. Porém somente foi possível tomar o café da manhã, pois todos os box da peixaria em Bertioga estavam fechados, provavelmente com falta de estoque de sardinha.

Chegamos na Barra do Una por volta das 7:00 e logo já embarcamos e partimos em busca dos peixes!

Galera animada iniciando mais um dia de pesca, mesmo em um dia muito frio brrrrrr

Testando uma nova técnica

Como a estratégia da sardinha tinha ido água a baixo, resolvi testar a modalidade do Micro Jigging, com os diversos modelos que comprei na minha última viagem ao Japão.

Microjigs de 3 a 12 gramas e na última fileira, iscas do tipo vibration

A técnica do Micro Jig é muito utilizada na Ásia, especialmente no Japão. Uma pescaria que garante muita esportividade e versatilidade, podendo ser praticada em costões com o pé na pedra ou na costeira embarcada. Diferentemente do que muitos imaginam, com a técnica do MicroJigging utilizando iscas com a média de 8 gramas é possível capturar também bons exemplares como Anchovas, Sororocas, Agulhões, etc.. desde que se tenha um equipamento equilibrado e de boa qualidade para esta modalidade.

A pescaria

Como a pescaria seria realizada em sua maioria com iscas artificiais, o guia Aurélio fez um roteiro para explorarmos alguns parcéis famosos na região e depois partir para a Ilha do Montão do trigo, local onde grandes cardumes de peixes como Olho-de-Cão, Carapaus e Xereletes estavam em atividade nos últimos dias.

Logo pela manhã, o nosso primeiro point foi um local chamado Parcel do Meio, que fica no trajeto até o Montão. Por lá, Pleffer foi o primeiro a tirar o dedo.

Pleffer e o primeiro peixe do dia, um Jaguariçá, fisgado no camarão artificial vermelho

No camarão morto, meu pai pegou seu primeiro peixe do dia, uma bonita Palombeta

Comecei a pescaria utilizando um microjig de 7 gramas, na cor rosa. A sua montagem original era com um pequeno suporte hook e uma garatéia. Como estávamos pescando em um parcel, tentei trabalhar o jig apenas na meia-água para evitar enroscar nas estruturas. Não demorou muito até o meu primeiro peixe atacar o jig.

Olho-de-cão fisgado no microjig de 7 gramas

O legal do microjig era que os peixes praticamente encharutavam a isca

Fazendo um trabalho mais rápido, também na meia água, fisguei um pequeno Carapau Verdadeiro

Pleffer e meu pai seguiam insistindo na pescaria de fundo. Pleffer com jighead e meu pai com camarão morto.

Pleffer e um belo Badejo-Mira no camarão vermelho de 5,5cm com jighead

Vermelho Olho-de-cão fisgado na mini pargueira com camarão morto

Pleffer e uma velha conhecida: Pirajica

Belo Xaréu-Olhudo que o Pleffer pegou no jighead

Enquanto eles estavam no fundo, eu seguia trabalhando os microjigs na meia-água, e para minha surpresa, uma grande diversidade de peixes atacaram as iscas.

Palombeta no Microjig de 7 gramas

Sardinha

Carapau verdadeiro

Xaréu Olhudo

Vermelho Olho-de-cão

De vez em quando era possível notar algumas explosões de peixes maiores se alimentando do cardume de pequenos peixes na flor dágua, resolvi então arremessar um stick de apenas 3 gramas, a famosa Red Pepper da Tienco na versão Micro. Um sufoco danado pra arremessar uma isca tão leve. Porém ao acertar o arremesso em cima da explosão, acabei fisgando uma bela Guaivira.

Guaivira no stick Micro Red Pepper

Já se aproximavam das 10:00, e o guia Aurélio nos orientou avisando que esse horário seria melhor explorarmos a região do Montão do Trigo em busca de peixes maiores.

Navegando rumo ao Montão

Depois de alguns minutos de navegação em um mar muito calmo, chegamos ao imponente Montão do Trigo e fomos recebidos com um grande cardume de Carapaus e Xereletes.

Xaréu-Verdadeiro no jighead

Na isca soft no fundo, os peixes só queriam saber de atacar o camarão na cor vermelha. O Pleffer estava usando um camarão de 5,5cm da Camalesma e eu e meu pai usando o camarão Ebi de 7cm da NS. Ambos os modelos geraram muita produtividade! Uma única coisa que pude notar foi que o camarão da Camalesma tem o silicone menos resistente ao da NS que é mais firme, porém o peixe não queria saber e estava atacando de qualquer maneira nesse dia.

Doublê de Xaréu-Olhudo e Carapau-Verdadeiro no jighead.

Durante a briga com os Carapaus era possível ver uma grande mancha vermelha subindo e acompanhando o peixe. Já dava para notar que o local estava infestado de olho-de-cão, então logo troquei para o o microjig e aproveitei para testar muitos modelos de isca e trabalhos diferentes.

Olho-de-cão com um microjig de 5 gramas

Durante essa pescaria percebi o quão importante é uma vara com mais sensibilidade e comprimento para trabalhar o microjig. Estava utilizando uma vara que costumo utilizar para jigs de 12 a 24 gramas, custom by Waka. Peguei muito peixe com ela neste dia, mas logo logo chegará o novo modelo do Waka especial para trabalhar essas iscas micro. Mal posso esperar! 😀

Olho-de-cão + Microjig de 5g + Waka Custom

Pleffer ainda no jighead, também pegou muitos vermelhos! Era um atrás do outro!

Olho-de-cão no jighead

Quando os vermelhos davam uma brecha, os Xaréu-Olhudos apareciam, e de ótimo tamanho!

Em points mais profundos, resolvi descer jigs mais pesados, como este Mig Captain Felzen da NS, com 40gramas.

Olho-de-cão que atacou o Mig da NS no trabalho de longfall

Era tanto peixe que deu pra testar praticamente todas minhas novas iscas.

Vermelho fisgado na isca do tipo vibration. Trabalhando no recolhimento contínuo lento (slow retrieve)

Dublê de vermelhos no 2bait com jighead e camarão solto utilizando o Ebi da NS nas cores vermelho e chá dourado.

Se aproximando das 12:00, resolvemos descansar o ponto dos vermelhos e também o braço. Enquanto isso o guia Aurélio preparou um grande banquete pra gente com sashimi fresquinho de Carapau e Xaréu-Olhudo. Para acompanhar a festa levei algumas bandejas de Sushis e o Pleffer a cerveja. Precisa de mais?

Almoço dos campeões!

Depois do almoço voltamos ao point dos vermelhos e ainda pegamos belos exemplares para encerrar a pescaria.

Retornando ao trabalho com os vermelhos

O grande astro do dia

A incrível coloração do Olho-de-cão

Microjig encharutado pelo vermelho

Já se aproximavam das 14:00 e a ideia era encerrar a pescaria mais cedo devido a compromissos em SP, porém tive uma grande surpresa em meu último arremesso.

Escolhi um jig de 7 gramas que havia gostado muito. Se trata do modelo Soare-TG da Shimano, jig feito de tungstênio permitindo assim um tamanho compacto porém mais pesado. Estava utilizando com este jig a vara com o blank Lamiglas de 6′ e 14 libras, também custom by Waka, e um molinete Shimano Stradic 2000 com linha PE 0.8 e líder de 16 libras. Um equipamento bem light e equilibrado para o microjig.

Arremessei na espuma das ondas na costeira e vim trabalhando o jig com pequenas pindocadas na sub-superfície, como se fosse uma isca de pincho. Logo que a isca passou na espuma um grande peixe abocanhou a isca e saiu em disparada tomando muita linha do pequeno molinete.

Depois de algum tempo de briga e trabalhando o material com bastante paciência, eis que o grande agulhão se rendeu ao embarque.

Agulhão fisgado no microjig

Detalhe do anzol do microjig fisgado perfeitamente no canivete. A sorte também estava comigo!

E assim encerramos mais um grande dia de pesca na companhia dos amigos.

Ponta sul da ilha do Montão do Trigo

 

Equipamento utilizado

  • Vara Custom by Waka 14lb 6’ blank Lamiglass
  • Molinete Shimano Stradic 2000
  • Linha Varivas Seabass PE 0.8
  • Líder Varivas Fluocarbon 16lbs

Iscas mais utilizadas

  • Shimano Soare A-Jig 7g
  • Major Craft JigPara 10g
  • Xesta Metal Jig Micro Bee 7g
  • Smelt Datz TG 7g
  • Camarão Ebi NS 7cm vermelho

 

Contato da Pesca Barra do Una:

Abraços e boas pescarias!

Nagae

  • Valter Augusto Fernandes

    Bela pescaria!