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Postado por em 29 out 2012 em Água salgada, Destaque, Fishing Stories | 0 comentários

Prejereba em alto mar no Perequê – Guarujá

Prejereba em alto mar no Perequê – Guarujá

Boa tarde amigos pescadores!

28 de outubro de 2012.

Já fazia um bom tempo que eu não fazia uma pescaria em alto-mar com o Fernando, saindo da praia do Perequê no Guarujá. E assim que fiquei sabendo que em São Bernardo não teria o segundo turno das eleições (graças a deus) fui correndo ligar para o Fernando para agendar a minha pescaria em alto mar. Mas o que eu não esperava era que no Guarujá teria o 2º turno, e o Fernando sendo residente de lá teria que votar. Mas sem desanimar combinei com ele de pescar mesmo assim, ele iria votar no primeiro horário e depois partiríamos rumo alto mar! Mais uma vocês através de sua parceria consegui realizar mais um dia de pescaria!

Descemos a serra via Anchieta totalmente vazia.

Em dia com segundo turno em São Paulo a serra estava totalmente vazia e seguimos com tranquilidade rumo ao litoral.

6 horas da manhã e o dia já esboçava ser muito bonito e muito quente também.

Saímos as 6am de São Bernardo do Campo, e a idéia era chegar primeiramente na praia do Perequê, onde o Fernando iria nos recepcionar e nos deixar em seu barco poitado na praia para irmos arrumando as tralhas até que ele voltasse e fossemos para a pescaria de verdade.

Era dia de 2º turno das eleições no Guarujá e em SP, portanto quase nenhum barco havia saído neste dia...

Chegando no barco minha irmã não perdeu tempo e já armou uma vara com Sabiki para tentar uns miúdos, a idéia era que com as notícias de grandes dourados isolados em alto mar, juntarmos alguns pequenos para usar de isca viva na bóia em alto mar. Mas o primeiro peixe já não era tão pequeno para usar de isca, eis que minha irmã levanta no Sabiki a velha Oveva, sumida do litoral.

Melina com a sua Oveva pega no sabiki

Fazia um bom tempo que eu não encontrava esse peixe por aqui!

Oveva capturada no Sabiki

E então logo depois de arrumar as minhas tralhas também resolvi armar uma vara para os pequenos e tentar pegar alguma isca viva, e não demora muito e sai um roncadorzinho parente da betara (perna de moça), peixe típico de praia.

Roncadorzinho

E então as 7:30am, 30 minutos após a abertura do posto eleitoral o Fernando retorna ao barco e partimos rumo ao alto mar. E como de sempre a tradição não poderia faltar a compra de camarão 7 barbas em alto mar.

Barcos de arrastão vendendo camarão fresco em alto mar

Mas dessa vez pegamos um barco que tinha acabado de subir a rede, e por isso as iscas ainda não estavam selecionadas e nos deparamos com a triste cena de muitos peixinhos ainda filhotes que foram surpreendidos pelo arrastão. Este com certeza é o pior fator desse tipo de pesca artesanal, que apesar de capturar o camarão, inúmeros peixes promissores acabam morrendo em suas redes de malhas finas.

Ponto negativo dos barcos de arrastão: Matança exagerada de pequenos peixes ainda alevinos 🙁

No meio de tantos peixes e crustáceos achamos um caranguejo relógio. Esse eu nunca tinha visto! Muito bonita a pintura em seu casco, e mais uma vez, pescando e aprendendo com o mestre Fernando!

Caranguejo relógio achado no meio dos camarões

Depois de cerca de 1 hora de navegação, chegamos ao point promissor dito pelo Fernando, estávamos em aproximadamente 19 metros de profundidade com a água batendo os 23 graus. Então logo já lancei a bóia na água iscada com sardinha inteira, e para a minha surpresa o primeiro peixe a aparecer foi esta linda prejereba com seus 3 kilos.

Prejereba de 3kg pega na sardinha inteira boiada

Peixe extremamente valente, difícil de se entregar!

Abrindo o score com uma Prejereba de 3kg

Essa estava sem chances de escapar, a faminta havia engolido a sardinha inteira deixando a maior parte do encastoado de aço dentro da boca.

Faminta, a prejereba engoliu a sardinha inteira.

Meu pai chegou a gravar alguns trechos da minha briga com a Prejereba, e acabei editando um videozinho deste dia de pescaria, que basicamente se resumiu a pesca desse peixe somente.

Mas infelizmente a primeira impressão de que teríamos muito peixe em alto mar tinha sido apenas esse peixe. Permanecemos por lá por mais 2 ou 3 horas e sem nenhuma ação sequer. Foi então que o Fernando começou a se comunicar com diversos amigos pela rádio e a notícia que se espalhava era de que o mar realmente não estava pra peixe. Haviam barcos nos 15, 17, 22, 30 metros e nada de peixe. Muito estranho, pois apesar de todas condições estarem perfeitas para um bom dia de pesca, o peixe resolveu não abrir a boca mesmo.

E para não perder a viagem terminamos a tarde na ilhota do Perequê, que fica a esquerda da praia, onde encerramos a pescaria usando os camarões comprados para brincar com os pequenos no fundo.

Ilhota do Perequê

A boa estrutura do barco do Fernando também nos possibilitou fazer a pescaria poitada perto do ilhote do Perequê

E não demorou muito até que um cardume de roncadores (canguás) encostou no barco e por lá ficaram até o final do dia.

E logo os pequenos Roncadores (Canguás) deram as caras

Todos parecendo ser irmãos gêmeos, beirando 1 palmo de comprimento e garantindo o jantar da família com uma fritada de peixe fresco. 🙂

 

Mais um roncadorzinho devorando o camarão inteiro

No meio do cardume hora ou outra apareciam as pescadas facão, que não crescem mais do que isso, 15 a 20cm. Do tamanho ideal para caber na panela hahaha.

 

As pescadinhas facão também apareceram por lá para garantir uma fritadinha inteira.

E foi assim que terminamos mais um dia de pescaria em alto mar no Perequê. Apesar de não termos muita atividade dos nossos peixes alvos que são os de alto mar, os pequenos fizeram a festa e nos garantiram um bom dia de divertimento com a família e lavar a alma do stress diário de São Paulo.

 

Entardecer no Perequê

 

É isso aí amigos pescadores!

Se quiserem marcar uma pescaria no Perequê, é só entrar em contato com o Fernando (xx 13) 3353-2258.

A temporada está começando agora e espero que todo mundo ainda capture o seu troféu!

Abraços e boas pescarias!

André Nagae.