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Postado por em 11 out 2013 em Fishing Stories | 5 comentários

Renato Banzai: Será que eu gosto de pescar?

Renato Banzai: Será que eu gosto de pescar?

Comecei a pescar quando era bem pequeno, a lembrança da minha primeira pescaria, aos 5 anos de idade, está bem viva em minha memória por 2 motivos:

1 – Por ter sido extremamente emocionante, ter contato com a água, com os animais, a natureza em geral e finalmente fisgar uma pequena tilápia, meu primeiro peixe pescado.
2 – Minha mãe pisou num caco de vidro dentro do lago, sofreu um bocado com o corte. Já ficou bem claro que é necessário muito cuidado durante a pescaria.

Eu tentando pegar os lambaris com copo :)

Eu tentando pegar os lambaris com copo (minha irmâ tomando conta para que eu não caísse na água!)

A partir daí, o amor pela pescaria sempre povoou meus pensamentos. Tudo que era relativo a pesca, eu acompanhava. Juntava dinheiro da mesada para comprar pequenos artigos de pesca e revistas de pesca (sempre pensei que o que mais estudei nessa vida foi matemática, mas a pesca compete muito bem também! rsrsrs). O momento de pescar era, em geral, 2 vezes por ano em viagens ao interior de SP. Meu pai, de ascendência nipônica, não era dos maiores adeptos da modalidade (mesmo assim me levava para pescar), mas a minha mãe, que é totalmente ocidental e contrariando a tradição, era a mais interessada da família (junto de meu tio que sempre me protegeu e acompanhou de perto nas pescarias).

O segundo ponto da infância, que até hoje é uma das melhores memórias de pesca que tenho, foi aos 10 anos: Fiz a minha primeira pescaria embarcada, no Rio Grande. Pesquei muitos peixes: Corvinas, Cachorras, Mandis… não tenho registros fotográficos desse dia, mas nem preciso! Lembro claramente de cada detalhe, da minha felicidade, do Pôr do Sol e da surpresa em seguida, uma revoada de morcegos passou por nós, bagunçando tudo, bebendo água do rio, voando rente a água. Essa cena foi a realização do sonho de todo admirador da natureza, eu que esperava os domingos só para poder assistir Pesca & Cia e mais tarde Planeta Terra na TV Cultura, cheguei muito empolgado na casa da minha tia, só pensava na próxima pescaria e isso continua até hoje!

Já com a água salgada, eu comecei pela praia, sendo aquele moleque chato que fica fazendo milhares perguntas aos pescadores (eu era tímido quando criança, mas mesmo assim virava o tagarela ao ver um pescador). Em seguida, meu pai me deu de presente um kit, com molinete e bomba de corruptos. A partir daí, todas as vezes que eu ia a praia, lá estava caçando corruptos, tentando pegar minhocas de praia e na hora de pescar ehrm, deixa quieto…

Ir para praia significava em minha cabeça: PESCARIA.

Ir para praia significava em minha cabeça: PESCARIA.

Como podem ver, minha história é velha, mas a paixão se renova a cada pescaria! Não deixem de dar oportunidade às crianças para pescar! A pescaria ajuda as crianças a se tornarem independentes, a não temer a natureza e principalmente, a preservá-la e valorizá-la! Abraços!

  • Rodrigo Gonçalves

    Essa época deveria ser excelente para se pescar tilápias na represa, não só pela quantidade que existiam naquela época mas também pela falta de preocupação com assaltos e coisas do tipo, hoje em dia pescar tranquilo em uma uma margem de represa só é possível percorrendo grandes distancias da nossa São Paulo…

    • Infelizmente é dessa forma hoje em dia Rodrigo, tornamo-nos reféns da violência. Obrigado por comentar! Abraços!

  • Tiago Pleffer

    E 20 anos e muitos milhares de reais em tralhas depois e você continua pegando só “peixinho”… kkkkkkkkkk

    zoeira mano, belo post !!
    Abração…

    • Ao menos sei que não é só eu! huauhahuahua cocoroqueiro anônimos!

  • Decio Serra Neto

    É engraçado como nós pescadores somos sempre tão parecidos, o seu relato e do mauricio me lembraram e muito da minha infância… e até hoje assim chego em casa ja pensando na próxima… Parabéns pelo post

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